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sábado, 17 de junho de 2017

Aposentados: O que Comemorar!?

Hoje, dia 17 de junho, é o dia do Funcionário Público Aposentado. Em inúmeras prefeituras do Brasil, os idosos tem seus salários atrasados, inclusive aqui em Cabo Frio. Mas, a situação é infinitamente mais caótica, para os aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro, os mesmos estão a quatro meses sem receber seus salários. E o nosso estado está entre os mais ricos da nação. Uma das maiores rendas per capta da América Latina, que sozinho produz 81% de todo o petróleo produzido no Brasil.
Esse mesmo ente federativo que gastou 39 bilhões de reais para fazer as Olimpíadas, gastou 1,2 bilhões na reforma hiper faturada do Maracanã, e que anistiou inúmeras empresas financiadoras de campanhas de Sérgio Cabral e Pezão, inclusive uma Termas (popularmente conhecida como puteiro). As cifras da “bondade” fiscal de Cabral e Pezão chegaram a 285 bilhões de reais, segundo os Jornais O Globo e O Dia e, conforme o TCE, entre 2008 e 2013 passaram de 200 bilhões de reais, esse volume de dinheiro, segundo economistas, pagariam mais de sete anos de salário do pessoal da ativa, aposentados e pensionistas do estado.
Até a empresa mais rica do Brasil, a Ambev, deixou de pagar 630 milhões de reais em impostos ao estado carioca supostamente quebrado, e pasmem, foi o próprio governador, no dia 6/4/2017, quem pediu a ALERJ (Assembleia Legislativa do Estado), que aprovassem um Projeto de Lei (PL 2543/2017), isentando a mega empresa de impostos, tudo por que o dono da empresa, é amigo de Cabral, Pezão, Picciani e outros canalhas do nosso Estado. As benesses estatais não ficaram somente em anistia de impostos; o governador também pagou a conta de luz da Odebrecht, no valor de 38 milhões de reais. Não se esquecendo que o Marcelo Bahia Odebrecht, é o maior “amigo” e “padrinho” dos políticos corruptos brasileiros.
E se não bastasse isso, agora vemos o nosso presidente ilegítimo e sem apoio popular, tentando aprovar uma reforma da previdência aonde o trabalhador, segundo quer o governo federal, deve trabalhar 49 anos para se aposentar, mas Michel Temer se aposentou com 53 anos de idade, e seu ministro, que luta pela aprovação dessa contrarreforma, se aposentou com 50 anos de idade. A falta de ética, disfarçastes e o despudor é a marca da politicagem nacional. Sem contar o fato de os governantes e legisladores da república, somente legislarem em causa própria e para seus financiadores de campanha, esses últimos, são os únicos que lucrarão com ambas contrarreformas, da Previdência e Trabalhista, colocando a população numa situação de semiescravidão e de exploração extenuante!    
Os trabalhadores brasileiros, principalmente, nossos aposentados que trabalharam dignamente com tanto afinco e destreza, não podem pagar a conta da corrupção dos governantes. Não podem pagar pela incapacidade administrativa e gerencial dos mesmos.  
Nesse dia, 17/06, que deveria ser um data especial. Tornou-se uma data de lamento, do choro e do ranger de dentes. Daqueles que trabalharam honestamente a vida inteira, mas agora, não possuem nem o direito constitucional de receberem sua aposentadoria em dia!



    

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Uma feliz descoberta e uma triste constatação!

Na quarta-feira, 9 de maio de 2017, participava de um Conselho de Classe na minha escola no município de Rio das Ostras, como muitos professores são oriundos da cidade de Casimiro de Abreu e  principalmente de seu distrito Barra de São João, eu aproveitei para entrevista-los sobre a Ponte[1] Caída de Barra,[2] queria saber quando a ponte foi construída, quem a mandou construir (em qual governo), qual a finalidade de sua construção e, principalmente, quando ela caiu.
As entrevistas responderam algumas das minhas perguntas, descobrir a data da construção da Ponte, ano de 1942 e sua finalidade, que era para servir como ferrovia, não como rodovia, como pensam as pessoas que não conhecem sua história. Porém, eles não souberam responder a principal questão, a data da queda da ponte. Nem nos sites das duas prefeituras (Casimiro de Abreu e Cabo Frio) tem essa informação. Entretanto, eles me indicaram uma certa senhora, dona Elza, moradora e comerciante de Barra de São João, uma profunda conhecedora da história e causos da localidade.
Após o final do conselho de classe prontamente me dirigir a casa dessa senhora, encontrei seu comércio fechado e decidir não chama-la em casa, pois já era quase noite e chovia. Então, me dirigir a Campos Novos, Segundo Distrito de Cabo Frio, fui a casa de minhas tias[3] e começamos a falar das histórias e principalmente das lendas envolvendo a Fazenda Campos Novos e região.
Ao relatar a ambas, os resultados de minhas entrevistas e falar sobre a estação ferroviária de Barra de São João e da finalidade da Ponte Caída, que era servir como ferrovia, minhas tias disseram: “mas aqui também tem uma estação ferroviária bem perto, ela está em área da Marinha, perto da escola pública municipal”. Eu fiquei estupefato com o que ouvi, admirado, alegre e espantado. Pois eu ouvi pela primeira vez sobre um monumento histórico, no qual estava bem próximo, e nos livros de História de Cabo Frio, que não são muitos e já os li todos, nenhum falava dessa estação, muito menos sobre a possibilidade de passar trens nessa localidade.   
O mais interessante foi ouvir sobre um monumento histórico importantíssimo para a história da cidade de Cabo Frio, especialmente para o Segundo Distrito, mas as pessoas que falaram dele pareciam esta relatando de algo totalmente sem importância e insignificante. Eu disse para minhas tias: _ “Ninguém pode valorizar aquilo que não foi educado para valorizar, muito menos porque o poder público (municipal e federal - já que a área pertence à Marinha, ou seja, a União) também não valorizam seu patrimônio”.  
É fundamental as pessoas serem educados patrimonialmente, para assim valorizarem sua história, memória e identidade cultural. Por isso, que urge um trabalho sério com nossos alunos para que eles respeitem e se identifique com o patrimônio da localidade a qual pertencem. Da mesma forma, que é necessário o poder público, nas esferas municipal, estadual e federal dar o devido valor ao rico patrimônio da localidade. Pois se o governo não os valorizar, dificilmente os governados os valorizarão.
É inaceitável saber que um monumento histórico está abandonado a quase um século, sem que o poder público, as escolas, os pesquisadores e a própria comunidade local o conheça. Ele está a décadas imperceptível e abandonado em meio a um matagal, como sendo algo de pouca importância, e o pior, a poucos metros de uma escola pública municipal, mesmo assim os professores e alunos não conhecem a estação, muito menos sua história.
Fiquei muito feliz enquanto pesquisador por ter descoberto essa subestação e muito triste por saber que Cabo Frio e o Brasil tratam tão mal da sua história e seu patrimônio cultural!




[1] Ao lado dessa ponte está à ponte “nova” que faz divisa entre os municípios de Cabo Frio e Casimiro de Abreu. No lado de Cabo Frio, fica o bairro de Santo Antônio, no Segundo Distrito, no lado de Casimiro, seu Distrito chamado Barra de São João, por isso, ela é conhecida como ponte Caída da Barra.   
[2] A entrevista teve a finalidade de saber sobre a Ponte, porque no meu Roteiro Histórico e Ambiental, escrevo sobre as três praias do segundo Distrito: Unamar, Aquarius e Pontal (essa última próxima à ponte) e sobre os Rios Una e São João (esse último tem a foz na praia do Pontal, junto à ponte). Por isso se fazia necessário contar a sua história, era algo imprescindível a meu trabalho!  
[3] Minhas tias, que chamamos carinhosamente de Tia Dora e Tia Dadá, são nascidas e criadas em Campos Novos, assim como minha mãe que nasceu dentro da Fazenda de mesmo nome. Elas moram a mais de 60 anos no local e conhecem muitas histórias da região. 

terça-feira, 9 de maio de 2017

O Drama da Educação!

Refletindo sobre a Educação:
A situação é a seguinte:
Em uma das escolas que leciono, nas minhas cinco turmas de História, os números são esses:
Turma 601: total 36 alunos, 16 reprovados no Bimestre.
Turma 701: total 35 alunos, 18 reprovados no Bimestre.
Turma 702: total 38 alunos, 18 em Recuperação, ainda não se sabe quantos desses ficaram reprovados no Bimestre.
Turma 704: 36 alunos,15 reprovados no Bimestre.
Turma 801: 32 alunos, 17 reprovados no Bimestre.
Moral da História 1: É impossível ensinar e escolarizar aqueles que não querem e se negam a aprender, mesmo com capacidade cognitiva para fazê-lo.
Moral da História 2: Professor não dá, muito menos inventa notas. Notas o aluno conquista. Professor que inventa notas e tem todos seus alunos aprovados, com a clientela de alunados de hoje, com certeza é alguém antiético.
Moral da História 3: É sempre bom lembrar: Educação vem de casa, a escola cabe a escolarização, não a educação. Não podemos confundir as duas coisas e os dois papeis distintos, da família e da escola.
Se seu filho não te respeita e nem faz tarefas simples em casa, ou sem negar a fazer. Não respeitará seus professores e nem fará as tarefas de escola, muito menos as enviadas para casa.
Enquanto receber bolsa família ser a razão de muitos pais colocarem seus filhos na escola (pois se não estiverem matriculados não recebem o benefício), teremos uma educação pública caótica.

sábado, 6 de maio de 2017

O Abandono do Bairro Perinas e da Praia Nordeste


No dia 6 de maio de 2017 eu fui a Perynas fazer trabalho de campo: gravar um documentário sobre a Praia Nordeste, a menos conhecida de todas as praias de Cabo Frio, e tentar fotografar os escombros da antiga Companhia Salinas Perynas, a primeira grande indústria de sal do Brasil e entrevistar antigos funcionários tanto dessa refinaria como da Sal Cisne, empresa ainda em atividade, situado no mesmo local.
Ao chegar na localidade deparei-me com uma corrente no portal da entrada do bairro. Algo normal, já havia visto aquela cerca e guarita com vigia antes, então, me dirigir ao senhor que trabalhava e perguntei se estava liberado a entrada, como sempre esteve, ele me respondeu que não. Expliquei que fui no local para pesquisar sobre meu livro e que não iria até os escombros da indústria (já que ele me avisou que era proibido ir até lá) mas somente na praia, o vigia gentilmente deixou, ainda mais por está de motocicleta, na verdade a corrente está ali para impedir, principalmente a entrada de carros. Lembrando que de fato quase ninguém vai mais até a Perynas.
Eu fiz o documentário sobre a Praia Nordeste, fiquei muito triste por perceber que um lugar tão especial vive em total abandono e é extremamente desconhecido da população cabo-friense e, principalmente dos turistas.
Ao sair da praia quis passar pelo bairro, local onde eu na minha adolescência costumava jogar futebol, num campo no centro do bairro, ao lado da igreja Católica.
Ao caminhar pela localidade percebi que todas as casas sem exceção estão em completo abandono. Não existe sequer uma família ou um único morador no bairro. Todos deixaram suas casas. A maioria das residências têm portas e janelas abertas ou furtadas por assaltantes, que aproveitam a situação de total deserção para praticar furtos.    
A situação é tão caótica que quase todos os postes de luz da localidade tiveram seus fios de cobres furtados. Inclusive, o sino de mais de cem quilos da Igreja Católica, que também está abandonada, foi furtado.  
Esse bairro ou vila, como muitos preferem chamar, tem quase 200 anos. Foi formado por trabalhadores da primeira indústria salineira do Brasil, a Salina Grande, criada pelo alemão Luiz Lindemberg, no ano de 1828, mas que recebeu autorização de construção por D. Pedro I, em 1823. Em 2008, com a decretação de falência da Companhia Salinas Perynas, fez com que a maioria de seus moradores, que eram funcionários ou aposentados da empresa, começam a se retirar do local.     
Visitar Perynas é andar em meio a um cemitério de casas, indústria e dos sonhos de centenas de trabalhadores. Além disso, é perceber que a população e os turistas não terão o direito de conhecer uma das mais belas praias lacustres de Cabo Frio, a praia Nordeste!!


sexta-feira, 31 de março de 2017

Intolerância Religiosa e o Monoteísmo


Certa feita, numa escola pública que lecionava, a diretora me chamou preocupada, pois um pai havia reclamado de uma das minhas aulas, cujo tema era “Discriminação e formas variadas de intolerância”, pois segundo o pai, o filho dele havia ficado perplexo, pois eu afirmei em aula que as religiões monoteístas são mais intolerantes que as politeístas e outros grupos religiosos.
A diretora sabiamente contornou a situação, e me disse que aquele pai era um líder de uma igreja evangélica do bairro, uma pessoa extremamente dogmática e religiosa. Eu pedi para que ela o chamasse para conversar comigo, pois eu iria explicar a ele o porquê das religiões monoteístas serem tão intolerantes, e isso por motivos óbvios, e que se ele conhecesse bem as religiões monoteístas, saberia que a intolerância é a sua marca. Além do mais eu não citei nominalmente religião nenhuma, só o termo genérico monoteísmo. Mas infelizmente, aquele homem não me procurou!
Por que será que eu afirmo tão veementemente que as religiões monoteístas são mais intolerantes que todos os outros grupos? Por que também afirmo que a intolerância é a sua marca? Será que não estou equivocado?
Em primeiro lugar, todas as religiões são intolerantes. Sejam elas politeístas, monoteístas, animistas, sejam elas reencarnacionistas e etc.,  e isso pelo simples fato de todas elas afirmarem possuírem a verdade. E suas verdades serem absolutas, peremptórias, indubitáveis e eternas. Isso porque segundo as religiões, suas verdades (dogmas) são revelados por Deus. Se são revelados por Deus quem pode questioná-los?  Ninguém, assim pensam os religiosos. É por isso que os dogmas são indiscutíveis, por exemplo a crença na Trindade, no Celibato dos Clérigos (no catolicismo), na ressurreição ção de Cristo, na reencarnação (no Budismo, Hinduísmo e Espiritismo), na infalibilidade Bíblica ou Corânica como única regra de fé e prática e tantos outros milhares de dogmas.
Em segundo lugar, aí já falando do monoteísmo, é o simples fato de ao afirmar a crença num único Deus, eu esteja também afirmando a inexistência de todos os outros deuses ou a sua falsificação. Pois se existe um único Deus esse Deus tem que ser necessariamente de quem faz essa afirmação. Eis aí, porque é tão óbvio perceber sem nenhum esforço mental, o porquê da Intolerância dos monoteístas.
Vejamos o que diz Deuteronômio 6:4, que é a primeira confissão do monoteísmo no mundo, o texto mais importante para o judaísmo:
Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Deus.     
  Se analisarmos esse verso do Velho Testamento que introduz o monoteísmo no mundo, fica claro a intolerância explícita nele. Pois o texto afirma que só existe um Deus e essa deidade é o venerado em Israel, portanto, todos os outros deuses sem exceção são falsos, não existem, são meras fabricações humanas.
Se olharmos o politeísmo, também chamado pejorativamente de paganismo, após a instauração do catolicismo como religião oficial em Roma, veremos que eles são um pouco mais tolerantes em relação a outros deuses e religiões. Por exemplo, na cidade politeísta de Éfeso, uma polis grega, famosíssima na Antiguidade, havia um lugar destinado a adoração de milhares de deuses, tanto os de Éfeso e das outras polis gregas, como de todos os lugares conhecidos. Mas entre aqueles inúmeros altares havia um bem interessante, nele estava escrito: “Ao Deus Desconhecido”. O que esse altar e nome estranho queria informar? Ele queria informar que se houvesse algum deus no mundo, que não foi representado e não tinha naqueles inúmeros santuários um local para adoração, aquele escrito “Ao Deus Desconhecido” era o seu.
A lógica do politeísmo não é excludente e exclusivista, por mais que não abram mão de seus deuses e dogmas. Sempre estão abertos a inclusão de outros deuses, “todos são bem-vindos”, os politeístas querem estar bem com todo mundo, melhor, com todos os deuses. Uma cena na novela da Record, que trata do cativeiro dos judeus em Babilônia, vista por mim, sem querer, na terça-feira passada, deixava claro o pensamento politeísta. Após o profeta Daniel revelar o sonho do rei caldeu Nabucodonosor, o imperador disse: “Vamos adorar agora, também, o rei dos judeus, mas Marduque sempre será o nosso principal Deus”.
Já a lógica monoteísta não é inclusiva, como a politeísta, mas excludente, exclusivista e intolerante. Isso porque ela afirma um único Deus como verdadeiro e renega a todos os outros deuses como falsos. É por isso, que é muito comum chamar as divindades alheias de Diabo e Demônio. Além de nunca reconhecerem e darem crédito a quaisquer manifestações religiosas além das suas.

Se você é monoteísta, como são a maioria absoluta dos brasileiros, pois somos uma civilização judaico-cristã, pelo menos admita, que a intolerância é a sua marca. Por mais politicamente incorreto que seja está palavra! A definição do monoteísmo já introduz o exclusivismo.       

sábado, 14 de janeiro de 2017

A população acrítica e a Câmara do Silêncio

A população brasileira sempre foi marcada pela sua acriticidade. E quando se mostra crítica, sempre o faz sendo massa de manobra, seguindo a ideia de algum líder, mídia ou grupo hegemônico na sociedade.
Em 2013, as manifestações que tomaram conta do Brasil, talvez possa ser a única exceção dessa regra. Pois as mesmas se mostraram espontâneas, sem nenhuma liderança política, sindical e religioso-carismática por trás do evento, por isso, essas manifestações chocaram tanto a classe política brasileira, os enchendo de medo, alguns de pavor. Mas o gigante que pareceu ter despertado do sono voltou a dormir. Quando ameaça a despertar-se, cai no jogo da polarização nefasta: PT X PSDB, Direita X Pseudo Esquerda.
A população cabo-friense não foge a essa regra que subjaz na população brasileira como um todo, ainda mais num lugar onde a maior fonte de emprego é a senhora prefeitura, que mesmo pagando salário de fome, permanece como a maior empregadora, com sua nefasta política de contratos temporários e portarias, mantendo o voto do cabresto e impedindo o crescimento da cidade. Por isso, aqui impera a lei do silêncio!
A mídia cabo-friense, como a mídia do país tupiniquim, como um todo, é comprada, parcial e político-partidária, com raríssimas exceções, se é que existam exceções nesse caso. Até parte significativa da liderança religiosa é corrupta e comprada, vendem e negociam os votos de seu “rebanho” sem o menor temor, escrúpulo e desfaçatez. As igrejas viraram comícios e os púlpitos palanques dos picaretas. As ovelhas, coitadas, são espoliadas, iludidas e enganadas pelos canalhas e mercenários da fé.
Um país em que Edir Macedo, Valdemiro Santiago, Malafaia, RR Soares, Estevan Hernandes e Agenor Duque (só para citar alguns mercenários da fé) tem rebanhos com milhões de membros, não pode ser um país onde as pessoas pensam criticamente, muito menos usam da sua faculdade da razão. Da mesma forma que um povo que acredita que Lula é o “homem mais honesto do Brasil” é um povo acéfalo. Assim como, os que acreditam que o vendilhão das estatais do Brasil – o senhor FHC – foi um bom governante, essa pessoa não sabe nem o que é um governo, nem para que o mesmo serve.
Voltemos a Cabo Frio e a seus vereadores comprados e serviçais do poder executivo. Albert Einstein tem uma frase que diz: “Insanidade é fazer a mesma coisa esperando resultados diferentes”. Se você amigo, esperava que essa nova composição Câmara e os nossos “nobres” vereadores fossem agir de forma distinta, você além de insano é uma pessoa que vive no autoengano. Historicamente falando, ela sempre agiu assim. Ainda mais que eles precisam repor a grana que gastaram para ganharem a eleição, o que eles recebem em quatro anos de mandato, incluindo salários e vantagens inerentes ao cargo, está muito aquém do que gastam em cada pleito eleitoral, por isso legislam para os seus financiadores de campanha (empresários e empreiteiros) e ficam a mercê do poder executivo.        
    A outra regra válida para os “digníssimos” vereadores é tão válida quanto à primeira: “A falsa oposição de ontem é a situação de hoje. E a situação de ontem é a falsa oposição de hoje”. E assim, se prossegue no circo do engano, onde a população é o palhaço. E o pior dos palhaços na massa populacional, são aqueles que negam os fatos narrados acima!

Um grupo significativo de vereadores que votam contra a transparência dos atos públicos, estão simplesmente mostrando o que são e para que se elegeram.  E o mais engraçado no circo (Câmara Municipal) é o fato de que os que cobravam transparência do governo passado impedem a transparência do atual; e os que eram contra a transparência dos atos públicos do governo passado, são a favor da transparência do atual. Em suma, são todos farinha do mesmo saco. A exceção dessa regra por enquanto, e espero que prossiga, é o vereador que propôs a lei da transparência. O restante é tudo mais do mesmo.