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domingo, 30 de junho de 2013

Projeto de lei do senador Marcelo Crivella propõe que protestos durante a Copa sejam considerados terrorismo, com penas de 15 a 30 anos



A reação da classe política aos protestos da sociedade realizados nos últimos dias não demorou, e um projeto de repressão, de autoria dos senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ), Ana Amélia (PP-RS) e Walter Pinheiro (PT-BA), apresentado em 2011 pode voltar à pauta do Congresso Nacional nos próximos dias.
PL 728/2011 prevê que manifestações durante a Copa das Confederações, que está acontecendo este mês, e Copa do Mundo, que será realizada em 2014, sejam tratadas como atos de terrorismo e limita o direito dos trabalhadores à greve.
O texto do projeto na página do Senado diz que a lei “define crimes e infrações administrativas com vistas a incrementar a segurança da Copa das Confederações FIFA de 2013 e da Copa do Mundo de Futebol de 2014, além de prever o incidente de celeridade processual e medidas cautelares específicas, bem como disciplinar o direito de greve no período que antecede e durante a realização dos eventos, entre outras providências”.
As penas previstas no projeto variam entre 15 a 30 anos, e especifica que questões ideológicas sejam enquadradas em crimes de terrorismo. Diz o texto do PL 728/2011: “Terrorismo. Art. 4º Provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa à integridade física ou privação da liberdade de pessoa, por motivo ideológico, religioso, político ou de preconceito racial, étnico ou xenófobo: Pena – reclusão, de 15 (quinze) a 30 (trinta) anos”.
Na justificativa do projeto, os autores afirmam que “a tipificação do crime ‘Terrorismo’ se destaca, especialmente pela ocorrência das várias sublevações políticas que testemunhamos ultimamente, envolvendo nações que poderão se fazer presente nos jogos em apreço, por seus atletas ou turistas”. O dicionário Michaelis define sublevação, como “incitar à revolta, insurrecionar, revolucionar [...] revoltar-se”.
O projeto de lei contraria o artigo 5º da Constituição Federal, que garante o direito à livre manifestação nas ruas e praças públicas.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;
A repercussão da existência do projeto nas redes sociais foi completamente adversa. Uma petição pública foi publicada através da ONG Avaaz, exigindo que o PL 728/2011 seja modificado.
Manifestantes criticaram o projeto classificando-o como autoritário: “Quando eles vão aprender que medidas totalitárias só irão piorar a situação (deles)?”, escreveu o internauta Fabiano Pereira, numa página no Facebook. “Isso é Brasil. Essas e outras baixarias vão acabar. O povo acordou!”, complementou Vinício Gollin Sena.
Segundo a Agência Senado, uma enquete com internautas detectou que a maioria das pessoas que souberam do projeto reprovaram a ideia. O levantamento foi realizado entre os dias 16 de abril e 1º de maio, e 67% das pessoas se colocaram contrários à proposta, e 33% se disseram favoráveis.
O sentimento de que a proposta não será levada adiante da maneira que está foi expressado pelo internauta Bruno Araújo: “Isso aí não vai sair do papel, e mesmo que por um acaso do destino acabe saindo, vai tomar uma ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) imediatamente”.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Estados Unidos financia Carnificina de Cristãos

Senador denuncia: EUA estão financiando nações que perseguem cristãos

Ele pede o fim desse tipo de financiamento

Julio Severo
Certa vez, Barack Obama disse que seja o que foi que os EUA foram no passado, hoje não são mais uma nação cristã, e agora um senador americano, que critica a agenda socialista do atual governo americano, diz que Obama pode ter razão em suas palavras.
De acordo com o WND, o senador Rand Paul (R-Ky) disse: “É evidente que o dinheiro dos americanos que pagam impostos está sendo usado numa guerra contra o Cristianismo.”
“Fico enfurecido de ver meu dinheiro de imposto sustentando governos que matam cristãos por blasfêmia contra o islamismo, países que matam muçulmanos que se convertem ao Cristianismo.”
Fúria islâmica contra os cristãos
Paul criticou a atitude do governo dos EUA de enviar continuamente dinheiro para esses países.
“Não faz sentido. Será que deveríamos estar enviando caças F-16s e tanques para o Egito quando o presidente Mohammed Morsi diz que os judeus são descendentes de macacos e porcos?” disse ele. “Ainda que esses países não estivessem cometendo todas essas atrocidades contra os cristãos, não deveríamos estar lhes enviando dinheiro. Estamos pegando dinheiro emprestado da China para dar para o Paquistão.”
Paul disse que o dinheiro dos impostos dos trabalhadores americanos está sendo enviado “para países que não só não toleram os cristãos, mas demonstram ódio explícito. Os cristãos são presos e ameaçados de morte por suas convicções.”
Paul disse que havia introduzido um projeto de lei no Congresso dos EUA que limitava o financiamento do governo dos EUA para nações que matam cristãos, mas seu projeto foi derrotado.
Senador Rand Paul
Ele comentou o impacto das ações dos EUA. No Iraque, embora Saddam Hussein fosse um ditador brutal, seu governo era laico e os cristãos tinham liberdade de adorar e viver. Mas hoje, os cristãos iraquianos fugiram de seu país por causa do governo islâmico que os próprios EUA instalaram ali.
“Antes da Primavera Árabe, o Cristianismo estava florescendo em postos avançados, como os cristãos coptas no Egito. Eu esperava que a Primavera Árabe trouxesse liberdade para pessoas há muito tempo oprimidas em todo o Oriente Médio, mas temo que a Primavera Árabe esteja se tornando um Inverno Árabe,” disse ele. “Hoje, os cristãos no Iraque, Líbia, Egito e Síria estão fugindo — perseguidos ou sendo mortos — mas nós continuamos a mandar ajuda para os caras que estão caçando os cristãos.”
“É evidente que o dinheiro dos americanos que pagam impostos está sendo usado para possibilitar uma guerra contra o Cristianismo no Oriente Médio e acredito que é preciso dar um basta nisso,” disse ele.
Com informações do WND.

Fundador e pastores da Igreja Maranata são presos durante investigação de desvio de dízimos

Fundador e pastores da Igreja Maranata são presos durante investigação de desvio de dízimos
Na manhã dessa segunda feira foi preso em Vila Velha, no Espírito Santo, o pastor Gedelti Gueiros, ex-presidente e fundador da Igreja Cristã Maranata (ICM). Além do pastor, foram presos outros nove líderes da denominação, em cumprimento de 10 mandados de prisão expedidos contra membros da igreja. Oito foram cumpridos e dois membros da igreja se apresentaram espontaneamente à polícia.
Foram presos também Antônio Angelo Pereira dos Santos, Antonio Carlos Rodrigues de Oliveira, Antonio Carlos Peixoto, Amadeu Loureiro Lopes, Carlos Itamar Coelho Pimenta e Jarbas Duarte Filho. Wallace Rozetti e Leonardo Meirelles de Alvarenga se apresentaram diretamente na delegacia pela manhã, e o pastor Arlínio de Oliveira Rocha teve prisão domiciliar decretada. Depois de passarem por exames no Departamento Médico Legal (DML), os pastores presos foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Viana.
- Falar o que? Não tem muito o que falar, não sei o que está acontecendo, não sei por que estou sendo preso – declarou o fundador da ICM no momento da prisão, segundo G1.
O Ministério Público Estadual (MPES) denunciou membros da Igreja Cristã Maranata, incluindo pastores, à Justiça em maio pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha e duplicata simulada. De acordo com o Ministério Público, os religiosos teriam desviado cerca de R$25 milhões em dízimos da igreja.
O pastor Gedelti Gueiros já havia sido preso anteriormente em março junto a outros três membros da igreja, acusados de coagir testemunhas do inquérito que investiga a denominação religiosa.
Além da prisão dos pastores, a justiça destituiu o interventor da instituição, Júlio Cezar Costa, e a polícia interditou a sede do presbitério da Maranata, em Vila Velha. Costa informou que não sabe o motivo de sua destituição, mas agradeceu o período em que administrou a igreja de forma ética e profissional. O novo interventor nomeado pela justiça é Antônio Barroso Ribeiro.
Por Dan Martins, para o Gospel+

sábado, 4 de maio de 2013

Filme pornô Gospel, só faltava essa!

Empresa gospel decide lançar filme pornô gospel

Por TheBritz, , fonte: Pecadorconfesso



É meus amigos após o sucesso da musica gospel, livros góspel, programas de TV gospel, e outras coisas mais, os cristãos estão buscando mais um nicho de mercado bastante promissor:

Vem aí mais uma grande novidade gospel e que por certo fará a alegria de muitos cristãos, o MOVIMENTO PORNÔ GOSPEL!

Neste mercado onde os cristãos começaram a se introduzir literalmente falando, os filmes eróticos serão produzidos para "educação" do povo de Deus, que ao longo desses mais de 2000 anos por incrível que pareça ainda não aprenderam a trepar !!! 

Segundo os organizadores da indústria cinematográfica "porno-cristã", os filmes produzidos serão fundamentados no "maior respeito". Para tanto eles estabeleceram regras como:

"Retratar só casais matrimonialmente ligados em atos sexuais. Isto significa que quaisquer parceiros sexuais, em uma produção pornô cristã devem ser marido e mulher, dentro e fora da tela. Todos os agentes devem ser casados na vida real e retratarem a vida real. E eles só devem ter relações sexuais com seus cônjuges."

"Retratar o sexo dentro de contexto de um casamento cristão. Devem-se aparentar através das ações, comportamentos e fala dos personagens retratados que são cristãos e que levam um estilo de vida cristã, e tem um casamento no qual sua fé é o ponto principal. Isto pode ser ilustrado em uma variedade de formas, com cenas mostrando por exemplo, um jovem orando em conjunto e estudando a Bíblia e freqüentando a Igreja ou realizando funções na Igreja e outras cenas relativas a um outro casal cristão fazendo sexo fora do seu quarto."

"Sem obscenidades. Embora exclamações de prazer sejam aceitáveis, como são os sons naturais nas expressões no ato sexual, o Cristianismo pornô não deve conter obscenidades ou juramentos. Os participantes deverão abordar uns aos outros com amor e respeito em todas as ocasiões."

"Não deve haver sexo extraconjugal, a não ser que seja para ilustrar as quedas de adultério. Os casais, em uma produção pornô cristã nunca devem ter relações adúlteras, a menos que seja para demonstrar que eles e seus parceiros sofrem e são punidos pelos seus pecados."

É a religião se adaptando ao meio na busca pela sobrevivência!!! 
E os cristãos ainda duvidam da Teoria Evolucionista!

Fonte: http://www.movievicio.com/noticia/2013/05/empresa-gospel-decide-lancar-filme-porno-gospel/

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Afinal, o Brasil é um Estado laico?


O Brasil é sim um Estado laico, pelo menos no papel.  E não estamos falando de nenhuma novidade, até porque a laicidade do Estado brasileiro é garantida desde a publicação do Decreto 119-A, de 07 de janeiro de 1890. Ou seja, da proclamação da República, estabeleceu-se a SEPARAÇÃO institucional entre ESTADO e INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS. E essa condição foi reafirmada expressamente pelo artigo 19, inciso I, da atual Constituição Federal (1988), segundo a qual é vedado a todas as entidades da federação “estabelecer cultos religiosos ou subvenciona-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relação de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”.
Mas afinal, o que é laico? Do latim (Laicu), significa “leigo”; e do grego (Laikus), “aquele que não é crente ou religioso”. Portanto, o Brasil NÃO pode adotar uma religião oficial, mantendo-se neutro e indiferente em relação à fé professada por seu povo, inclusive garantindo aos cidadãos brasileiros o direito de não acreditar em Deus.
No entanto se a laicidade é norma vigente no papel, na prática o que se vê é no mínimo contraditório. A começar pela frase: “sob a proteção de Deus”, no preâmbulo da Carta Magna, a Lei maior do País. O preâmbulo é o enunciado que antecede o texto Constitucional, e embora não tenha caráter normativo (força de lei), na opinião do renomado jurista Luiz Pinto Ferreira, “reflete ordinariamente o posicionamento ideológico e doutrinário do poder constituinte”.
Não menos estranho, é a inscrição “Deus seja louvado” nas cédulas de Real. A expressão foi inserida pelo Banco Central nas notas de Cruzeiro, na década de 1980, por determinação do então presidente da República José Sarney (1985-1990), e é uma clara alusão ao “In God we trust”, dos americanos, outra república laica que coloca Deus no dinheiro.
É comum depara-se com cruzes, crucifixos, divindades e Bíblias em órgãos públicos, assembleias legislativas, câmaras municipais, fóruns, tribunais - a exemplo do próprio Supremo Tribunal Federal (STF) - a mais alta instância do Poder Judiciário no Brasil, que exibe em seu plenário um crucifixo um pouco acima do Brasão da República. É preocupante perceber que o próprio Estado brasileiro desrespeita o laicismo e a Constituição.
O crucifixo não é um simples adorno ou enfeite. Ele está carregado de simbolismos e dogmas que representam, principalmente, a Igreja Católica Apostólica Romana. Por que um símbolo católico está em destaque no STF? Aceitamos com naturalidade um crucifixo no plenário da mais alta corte do País, mas será que cederíamos às reivindicações de evangélicos, espíritas, budistas e tantas outras minorias, e aceitaríamos imagens de Jesus Cristo, Chico Xavier, Buda ou Iemanjá no plenário do STF?
Embora tenha completado 122 anos, a separação entre instituições religiosas e Estado ainda não foi suficientemente consolidada. Um exemplo é o nosso calendário civil. Por que um Estado laico mantém tantos feriados nacionais em homenagens a santos católicos? Provavelmente porque nossos legisladores desconhecem ou simplesmente desrespeitam o que rege a Constituição.
É constitucional um Estado laico gastar uma fortuna com a visita de um Papa ou eternizá-lo em monumentos públicos?  Sim, e não! Na condição de Chefe de Estado o Papa deve ser recebido com todo o aparato diplomático. Mas eternizá-lo em monumentos públicos, com dinheiro público, é com certeza uma afronta ao Estado Laico.
Os campo-grandenses vivenciaram essa experiência em 16 de outubro de 1991, quando João Paulo II visitou a nossa Capital. Foi uma festa! Ele permaneceu apenas 23 horas em Campo Grande, mas sua passagem foi eternizada pelo Poder Público Municipal, que em 17 de maio de 2007 construiu uma praça no exato local onde foi celebrada a missa campal pelo Sumo Sacerdote, sendo batizada de Praça do Papa ou Memorial do Papa. Em 2003, para a surpresa de todos, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul concedeu a Karol Wojtyla, (o Papa João Paulo II), o título de cidadão Sul Mato-Grossense.
Engana-se quem pensa que essa relação de proximidade entre Igreja e Estado é coisa distante. Em 2008, a Santa Sé, que é a direção mundial da Igreja Católica conseguiu do Brasil uma concordata, com o intuito de garantir a volta da disciplina de ensino religioso nas escolas públicas do ensino fundamental. O Tratado Brasil-Vaticano, assinado pelo então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e pelo Papa Bento XVI foi parar no Congresso Nacional.
No dia 26 de maio de 2009, a Universidade Federal do Rio de Janeiro, por meio de uma carta aberta alertou os deputados federais: “Na hipótese de o Congresso Nacional aprovar a concordata, ele estará determinando a inflexão do caráter do Estado brasileiro de laico, desde a proclamação da República, para concordatário. Um retrocesso em total dissintonia com a democracia que a tão duras penas construímos no Brasil”.
Dados do Censo realizado pelo IBGE em 2010 revelaram que 87% dos brasileiros declararam-se cristãos. Por isso garantir a laicidade do Estado não é tão simples quanto parece, uma vez que muitos cidadãos acreditam não haver mal algum em manter símbolos religiosos nas repartições públicas, e que devemos perpetuar essa prática, sem ao menos refletir sobre ela, simplesmente porque faz parte da nossa cultura e da nossa história. Então é bom lembrar que a escravidão de negros, a violência sexual e psicológica contra as mulheres, o abuso do Estado contra cidadãos civis lamentavelmente também faz parte da nossa história. Deveríamos perpetuá-los também?
Percebemos que as discussões sobre a laicidade do Estado brasileiro não foram encerradas com a proclamação da República, nem mesmo com a promulgação da Constituição Federal de 1988. Garantir a laicidade do Estado Brasileiro é caminhar rumo ao futuro com a certeza de avanços importantes no que se refere ao Estado democrático de direito, especialmente o respeito ao direito das minorias. E qualquer ação na contramão disso seria um retrocesso aos tempos do Império.
Nesse sentido a decisão da Presidente Dilma Rousseff de retirar a Bíblia e o crucifixo do gabinete da Presidência da República vai ao encontro do que DETERMINA a Constituição Federal.
Outra ação no sentido de garantir a laicidade do Estado foi do Ministério Público Federal do estado de São Paulo, que em dezembro do ano passado, notificou o Banco Central para que explique o motivo de as cédulas de Real conter a expressão “Deus seja louvado”. De acordo com o procurador substituto Antonio Vieira, autor da solicitação, a frase é incompatível com a condição do Estado laico.
E recentemente, mais uma ação em respeito ao Estado laico veio dos pampas gaúchos. O Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) decidiu, no dia 06 de março do corrente ano, retirar crucifixos e símbolos religiosos de todas as salas do Judiciário do Estado.
Sabemos que a maior parte da população brasileira acredita no Deus uno, onipresente e onisciente, ou seja, o Deus Bíblico. O mesmo Deus que esta no nosso dinheiro e que caminha lado a lado com a política. Tanto assim que existe uma Bancada Evangélica no Congresso Nacional. E não raro assistimos pela televisão, legisladores fazendo o uso da tribuna do Congresso para ler a Bíblia, situação que se repete com frequência nas assembleias dos Estados e nas câmaras de vereadores.
Diante de tudo isso, perguntas ficam sem respostas: Algum dia, consolidaremos de fato o Estado laico? Nossos representantes conseguirão abster-se de suas paixões, crenças e convicções em respeito à laicidade? Qual dos códigos nossos legisladores obedecerão: a Bíblia ou a Constituição Federal? Cessarão sobre o Estado as pressões de grupos e entidades religiosas na discussão de temas importantes como: aborto, reconhecimento civil das relações homoafetivas, pesquisas com células tronco e questões em que comumente se confunde punição com pecado?
É preciso entender que o Brasil não é católico, nem evangélico, nem espirita, nem umbandista, nem candomblecista, nem budista, nem ateu. Só os brasileiros podem professar uma fé, e com a proteção constitucional do Estado que lhes garante o direito de liberdade religiosa. Mas que fique bem claro, um Estado laico é um Estado neutro, que não deve sofrer influencias e muito menos curvar-se aos interesses de entidades religiosas!